Política
Publicado em 11/03/2025, às 07h31 Yuri Pastori
Em menos de duas horas após a posse, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já foi alvo de requerimento de convocação da Câmara dos Deputados. O motivo é o convite que o ministro recebeu e aceitou para assumir o cargo de presidente de honra na associação China Hub Brasil. O cargo não é remunerado.
Segundo a coluna de Tácio Lorran do portal Metrópoles, a entidade tem financiamento e apoio de grandes empresas chinesas com interesses comerciais no governo federal, especialmente na pasta. O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) é o autor do requerimento. Segundo ele, o cargo pode ferir princípios da administração pública.
Padilha consultou a Comissão de Ética Pública (CEP), antes de aceitar a função e obteve aprovação. No entanto, ele ainda era ministro da Secretaria das Relações Institucionais, apesar de que já era especulado como ministro da Saúde.
“Aceitar um cargo, ainda que honorário, em associação financiada por gigantes chinesas com interesses diretos no governo é abrir as portas para a suspeita, para o tráfico de influência e para a erosão da confiança pública. A ética na política não se mede apenas pela ausência de remuneração, mas pelo zelo intransigente pelo bem comum. Se permitirmos que ministros flertem com interesses privados, cedo ou tarde, o Estado deixará de servir à nação para se tornar mero servidor de lobbies internacionais”, argumenta Evair.
O lançamento oficial da associação acontece na próxima sexta-feira (14), na cidade de São Paulo, com patrocínios da Mindray, uma das principais fornecedoras globais de instrumentos médicos, e da Tegma, empresa de logística de farmacêuticos. Além disso, tem o apoio do Banco da China e da Huawei.
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