Política

Padilha sobe o tom na Bahia, descarta preocupação com Flávio Bolsonaro e dispara contra oposição: “Não estou preocupado”

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Com foco nas eleições, Padilha enfatiza queda da inflação e aumento da massa salarial como fatores decisivos para o eleitorado  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 30/03/2026, às 09h45 - Atualizado às 10h00   Adelia Felix e Alex Torres



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elevou o tom ao comentar o cenário eleitoral e descartou qualquer preocupação com o desempenho do senador e pré-candidato á presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), nas pesquisas. A declaração foi dada nesta segunda-feira (30), em Salvador, durante a inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher.

“Eu não estou nada preocupado. Tranquilo, tranquilo”, afirmou o ministro, ao ser questionado sobre o avanço do senador.

Na sequência, Padilha apostou no peso dos indicadores econômicos e sociais para influenciar o eleitorado: “o povo brasileiro vai reconhecer o que significou o presidente Lula nesses quatro anos”.

Ao defender a gestão federal, ele citou a queda da inflação, o aumento da massa salarial e a redução do desemprego como trunfos para o debate político.

O momento mais duro da coletiva veio quando o ministro mirou o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente, em prisão domiciliar por tentativa de golpe. Sem suavizar o discurso, Padilha criticou declarações recentes feitas no exterior e subiu o tom:

“Ele não é candidato a presidente do Brasil, não, é candidato a entregador do Brasil para outros países”, disparou.

O ministro também reagiu às declarações recentes de Flávio Bolsonaro, que durante um evento conservador nos Estados Unidos afirmou que o Brasil poderia ser “solução” para reduzir a dependência americana de terras raras e minerais críticos.

Ao comentar o episódio, Alexandre Padilha elevou o tom e associou o discurso ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Depois deste fim de semana, o representante da família miliciana esteve lá nos Estados Unidos querendo anunciar que vai entregar as terras raras do Brasil”, afirmou.

Em seguida, ironizou o uso do inglês no discurso e reforçou a crítica: “Ele falou em inglês achando que ninguém ia traduzir. Mas está traduzido: ele quer entregar as terras raras do Brasil para os Estados Unidos”.

Padilha também usou a agenda para destacar ações na área da saúde, como a retomada da compra de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “Sabe quantos anos o governo federal ficou sem comprar uma ambulância? Seis anos”, afirmou.

Padilha ainda afirmou que pretende permanecer no cargo até o fim do ano e que não disputará a reeleição como deputado federal. Mesmo fora da corrida, deixou claro que seguirá atuando politicamente:

“A única eleição que eu vou disputar é não deixar aqueles que foram responsáveis pela morte de mais de 700 mil vidas na COVID-19 voltarem”.

A declaração ocorreu durante evento ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher.

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