Política
O médico Uldurico Alves Pinto, pai do ex-deputado federal Uldurico Tavares Júnior, chorou ao falar sobre a prisão do filho, em entrevista ao podcast "Mentalize". Ele, que também é ex-deputado, relatou temer pela vida do político.
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"Olha, [as visitas acontecem] a cada 30 dias, durante 30 minutos. É forte demais. Eu não sei o que fazer. Agora passou a fase de exigir provas, de procurar os culpados. Se eles fizerem aqui agora, meu filho está correndo risco de vida", desabafou.
"Todo dia, não sei se ele vai me receber. Todo dia tá assim, será que meu filho vai me receber vivo? Será que meu filho vai me receber vivo? Todo dia. Todo dia fica assim. A noite agora começa assim", emendou o Uldurico Pinto, entre lágrimas.
O médico também revelou os detalhes de uma conversa que manteve com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), em abril, quando solicitou a transferência do ex-parlamentar. Ele está em uma cela comum na penitenciária estadual Lemos Brito, localizada no bairro da Mata Escura, em Salvador.
"Eu notifiquei o governador. 'Olha, meu filho tá sob a responsabilidade do Estado brasileiro.' Não aceitamos que venha agora com a história de suicídio, que venha com a história disso... O meu filho está correndo risco de vida, ter colocado o meu filho lá, meu filho com alta visibilidade que ele teve, o cargo que ele teve, tiraram ele de onde estavam os outros lá, colocaram nesse agora que ele fica bem isolado. De 30 em 30 dias para me ver e assistido, com um cara de um lado e outro na mesa", ressaltou.
No final de julho, a 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis manteve a prisão preventiva de Uldurico Júnior após negar um pedido da defesa por prisão domiciliar. O juiz concluiu que as alegações apresentadas pela defesa, o que inclui questões relacionadas à saúde do ex-parlamentar, não são suficientes para modificar a decisão neste momento.
Uldurico Júnior é investigado no âmbito da Operação Duas Rosas por suposto envolvimento na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis. O plano, executado em dezembro de 2024, abrangeu um suposto pagamento de R$ 2 milhões e o uso de armas de grosso calibre, além do apoio da facção criminosa local Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).
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