Política

Parlamentares bolsonaristas ocupam o Congresso em madrugada de protestos e orações

Antonio Cruz/ Agência Brasil
Ocupação noturna no Congresso visa pressionar por votação de anistia e fim do foro privilegiado, destacando a mobilização da oposição.  |   Bnews - Divulgação Antonio Cruz/ Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2025, às 09h22 - Atualizado às 09h22



Parlamentares da oposição ao governo Lula (PT) passaram a  madrugada desta quarta-feira (6) ocupando os plenários da Câmara e do Senado. A ação foi adotada como uma forma de pressionar o Congresso Nacional a votar o projeto que via conceder anistia aos investigados por tentativa de golpe no Brasil. 

A ausência de deliberativas e o frio que tomou conta dos plenários das duas Casas Legislativas não afastaram os oposicionistas. De acordo com o jornal O Globo, os parlamentares se intercalaram em escalas de três em três horas. 

No Senado, a ocupação contou com um culto conduzido por videochamada pelo pastor Jorge Linhares, da Igreja Batista Getsêmani. Durante o rito, senadores e deputados rezaram pedindo união e proteção diante dos desafios políticos recentes. Participaram da cerimônia Wellington Fagundes (PL-MT), Marcos Rogério (PL-RO), José Medeiros (PL-MT) e o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Outros deputados como Gustavo Gayer (PL-GO), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Sargento Fahrur (PSD-PR) também estiveram presentes na ocupação. 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, esteve no Congresso por volta das 5h. Ele já havia anunciado a obstrução das atividades na última terça-feira (6). 

Além da anistia, a mobilização dos oposicionistas foi adotada para pressionar o Congresso a votar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e pelo fim do foro privilegiado aos parlamentares.

Nesta terça-feira (5), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), cancelaram as sessões por conta da ocupação. Em nota, Alcolumbre classificou o ato como um "exercício arbitrário das próprias razões".

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