Política

Parlamentares de esquerda acreditam que compensação da isenção do IR pode gerar desgaste

Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda
Ministério da Fazenda propõe aumento de 10% para rendimentos acima de R$ 50 mil como forma de equilibrar arrecadação  |   Bnews - Divulgação Diogo Zacarias / Ministério da Fazenda

Publicado em 10/02/2025, às 08h18 - Atualizado às 08h19   Yuri Pastori



A compensação da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil pode trazer desgaste quando a matéria for entregue ao Congresso Nacional pelo governo federal. Isso é o que acredita até parlamentares de esquerda. 

O Ministério da Fazenda propõe taxar quem ganha acima de R$ 50 mil por mês, ou seja, R$ 600 mil por ano, com aumento do imposto em 10%, para compensar a isenção do IRPF de quem tem renda até R$ 5 mil e assim equilibrar a arrecadação. 

Uma agenda com 25 propostas prioritárias para a economia, incluindo a reforma da renda, foi entregue, na última quarta-feira (5), pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos - PB).

Um deputado governista ouvido pelo Portal Metrópoles defende a inclusão da taxação de dividendo como medida compensatória, além de taxar quem ganha acima de R$ 50 mil por mês. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Nacional) defende a tributação em 5% sobre lucros e dividendos.

Já um deputado oposicionista acredita que a reforma seria apenas uma correção pela inflação, o que deve ocorrer todos os anos. Ele defende que para garantir o equilíbrio fiscal, o governo trabalhe no corte de supersalários, fim das emendas de comissão e diminuição dos ministérios do governo Lula. 

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Assista ao programa Radar Bnews da última sexta-feira (7):

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)