Política

Pescadores reclamam de falta de espaço em nova orla de Salvador; prefeito reage: "cacete armado comigo não"

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Pescadores pedem criação de uma cozinha no novo projeto da orla da Boca do Rio  |   Bnews - Divulgação Montagem Bnews
Bruna Rocha e Yuri Pastori

por Bruna Rocha e Yuri Pastori

redacao@bnews.com.br

Publicado em 11/04/2025, às 11h05 - Atualizado em 12/04/2025, às 06h00



O presidente da Associação de Pescadores da Boca do Rio (Apebo), Teo Conceição, criticou a ausência de um espaço para o preparo de alimentos na nova Colônia de Pescadores da Boca do Rio, inaugurada nesta sexta-feira (11). A colônia não integra a área concedida à empresa Orla Brasil, que assinou, no mesmo evento em que a colônia foi inaugurada, o contrato de concessão do Parque Urbano da Orla de Pituaçu.

“Chegamos a discutir sobre alterar o espaço de lazer dos idosos para implantação da cozinha, porém, iria diminuir muito o lazer dos mais velhos que é tradicional na região”, conta o presidente.

Apesar desse diálogo, Teo informa que foi pontuando a possibilidade de ter uma área para o preparo dos alimentos em outra região próxima, mas não foi incluída no modelo final.  

Queríamos um espaço para fazer nossas moquecas, nossas feijoadas, que são tradicionais aqui”, disse Teo.

Durante o evento, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), respondeu às críticas impostas pelos pescadores sobre o novo modelo da orla. O prefeito pontuou que a requalificação da colônia de pescadores ocorreu no mesmo molde do que foi feito em espaços semelhantes no Rio Vermelho, Amaralina, Pituba e Pituaçu.

“Vamos fazer o mesmo que fizemos no Rio Vermelho, o mesmo que fizemos em Amaralina, o mesmo que fizemos na Pituba. Essa obra mostra o nosso compromisso é o nosso carinho com os pescadores da nossa cidade. Já pode fazer o projeto e enviar, porque cacete armado comigo não”.

A colônia de pescadores da Boca do Rio conta com contenção em alvenaria de pedra, rampas de acessibilidade, vagas de estacionamento, além de quatro boxes para armazenamento e comercialização de pescados e 12 boxes de depósito.

O espaço ainda tem área para guarda dos barcos, limpeza de motores, vestiário com local para 72 armários individuais, banheiros e sala administrativa. A colônia conta também com um quiosque aberto para socialização.

O evento também contou com a presença do Secretário de Ordem Urbana (Semop), Décio Martins, falou em investimentos de 60 milhões e construção de novos quiosques para os ambulantes e do diretor-presidente da SalvadorPar, Marcos Lessa. 

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