Política

Petistas lamentam morte de ativista Clara Charf, viúva de Carlos Marighella

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A alta cúpula petista homneageou o trabalho e influencias políticas da ativista  |   Bnews - Divulgação Reprodução/X @ptbrasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 03/11/2025, às 14h43



A morte da ativista e viúva do ex-guerrilheiro Carlos Marighella, Clara Charf, ocorrida nesta segunda-feira (3), causou grande repercussão no meio da política. Nas redes sociais o presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), lamentaram a morte. 

Para o presidente da República, a perda de Clara foi algo pessoal. O pestista classificou a ativista como “uma companheira de muitas caminhadas”.  

“Corajosa, generosa, combativa e de grande maturidade política, Clara viveu o exílio, enfrentou a ditadura e defendeu incessantemente a democracia. Atravessou seu século de vida com uma flexibilidade bonita de quem sabia compreender o novo sem abandonar seus princípios, de quem olhava o mundo com lucidez e coração aberto”, disse. 

O presidente ainda revelou ter convivido com Clara por quase 40 anos, onde aprendeu muito sobre política, resistência e humanidade. “E hoje me despeço dela com carinho, respeito e gratidão a essa grande brasileira que tanto fez pelo nosso país e por todos nós que tivemos a sorte de tê-la por perto”, completou.

Já o governador baiano, Jerônimo Rodrigues, exaltou o histórico de militância de Clara, tendo tido importante papel no PT e para a democracia brasileira. “Ao dedicar sua vida à justiça social e à democracia, Clara deixa um legado de coragem, perseverança e resistência que inspira todos nós que temos a missão de cuidar de gente”, escreveu. 

O Partido dos Trabalhadores também manifestou pesar com a morte da ativista, prestando uma homenagem a mulher a qual classificou como “símbolo de coragem e resistência na luta por um Brasil mais justo, democrático e igualitário”. 

“Militante política desde os 20 anos, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) aos 21, onde conheceu seu companheiro de vida e de luta, Carlos Marighella. Ao lado dele, enfrentou a clandestinidade, a repressão e a violência da ditadura militar a partir de 1964. foi perseguida pelo regime e, após o brutal assassinato de Marighella, em 1969, precisou se exilar em Cuba”, escreveu.

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