Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o general Walter Braga Netto teriam driblado a proibição de manter contato menos de 24 horas depois de a medida ser imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação está em relatório da Polícia Federal (PF) em que são indiciados o ex-presidente e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos.
Em 8 de fevereiro de 2024, Braga Netto teve o aparelho de celular apreendido, mesma data em que Bolsonaro precisou entregar o passaporte. Ambos foram alvos de operação da PF na investigação sobre o plano de golpe.
Segundo a PF, embora estivessem proibidos de se comunicar, no dia seguinte, Braga Netto enviou a Bolsonaro mensagem de um número diferente. “Estou com este numero pré pago para qualquer emergencia. Nao tem zap. Somente face time. Abs Braga Netto (sic)", dizia a mensagem enviada pelo general.
A PF aponta que chave Pix vinculada ao novo número estava vinculada ao nome de Braga Netto. O relatório não menciona, entretanto, se Bolsonaro respondeu à mensagem. Para a investigação, a mensagem deixou "corroborado a hipótese de que os réus descumpriram as medidas cautelares de proibição de manter contato durante a investigação".
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