Política

PF investiga aplicação irregular de R$ 13 milhões de fundo de previdência no Banco Master

Polícia Federal / Divulgação
Operação foi desencadeada após alerta sobre má gestão dos recursos de Instituto de Previdência Municipal  |   Bnews - Divulgação Polícia Federal / Divulgação
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 23/04/2026, às 12h01



A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quinta-feira (23), uma operação para investigar a aplicação irregular de R$ 13 milhões da previdência dos servidores de Santo Antônio de Posse (SP) em investimentos do Banco Master.

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A corporação investiga uma possível má gestão dos recursos do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM), conforme noticiou o portal G1.

A investigação teve início após um alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social. A apuração apontou problemas na aplicação do dinheiro do fundo municipal.

Entre os alvos da operação da PF estão um ex-diretor, a ex-supervisora de gestão e três integrantes do comitê de investimentos. A Justiça Federal determinou o afastamento de investigados dos cargos públicos, além do bloqueio de bens. O portal G1 tenta um posicionamento da defesa dos suspeitos.

Em abril do ano passado, a Procuradoria do Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) alertou que pelo menos cinco institutos de previdência de servidores municipais no estado haviam investido centenas de milhões de reais no Banco Master, entre eles, o de Santo Antônio de Posse.

O IPREM tinha R$ 8,2 milhões aplicados em Letras Financeiras, quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, segundo relatório analítico de investimentos de setembro de 2025 do Portal da Transparência do instituto.

À época, em nota, o instituto disse que as aplicações foram feitas “integralmente dentro das normas legais que regem os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e em conformidade com a política aprovada pelo Conselho Deliberativo”.

O instituto disse ainda que não era possível prever impactos financeiros naquele momento, já que a avaliação dos ativos dependia da atuação da massa liquidante, sob supervisão do Banco Central.

“O IPREM segue monitorando constantemente a situação e informa que qualquer novidade será divulgada assim que houver posicionamento oficial das autoridades competentes”, dizia o comunicado.

A nota destacava que eventuais irregularidades seriam apuradas pelos órgãos responsáveis, como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ministério Público e Poder Judiciário.

O IPREM também reafirmou seu compromisso com a transparência e a boa gestão, destacando que mantém rotinas de controle, governança e monitoramento de riscos para proteger o patrimônio previdenciário dos servidores municipais.

A Prefeitura de Santo Antônio de Posse afirmou, em nota, que a aplicação entrou em processo de liquidação no ano passado, sem possibilidade de resgate antecipado, e que o caso é acompanhado junto às instituições responsáveis. A gestão municipal informou ainda que a nova gestão revisou os critérios de aplicação e "passou a investir em cinco instituições de reconhecida solidez".

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Veja nota na íntegra da Prefeitura:

"Diante dos fatos registrados na manhã desta quinta-feira, 23 de abril, que voltaram a trazer à discussão uma aplicação financeira realizada no ano de 2024, a Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Posse, por meio do Instituto de Previdência Municipal (IPREM), relembra que a aplicação, realizada na gestão anterior, entrou em processo de liquidação no ano passado, conforme já divulgado à época.

O investimento impactado — R$ 7 milhões aplicados em 2024, em um título com prazo de 10 anos — permanece sem possibilidade de resgate antecipado. A liquidação é um procedimento previsto no mercado financeiro e não representa, automaticamente, perda dos valores investidos, sendo um processo que segue etapas e prazos até sua conclusão.

Desde o início, a atual administração acompanha a situação de forma rigorosa. O IPREM segue monitorando o caso junto às instituições responsáveis, adotando as medidas necessárias para garantir a transparência e a proteção dos recursos públicos.

O caso também é acompanhado no âmbito das investigações em andamento. Toda a documentação solicitada já foi encaminhada aos órgãos competentes, e o IPREM permanece, desde o início, à disposição para colaborar com qualquer solicitação. O processo de liquidação segue sob responsabilidade da administração especial liquidante e do Banco Central. Novas informações serão divulgadas conforme atualizações oficiais.

Desde 2025, a nova presidência revisou todos os critérios de aplicação e passou a investir exclusivamente em cinco instituições de reconhecida solidez. Os resultados já são consistentes, com a meta de rentabilidade baseada no IPCA sendo superada no ano passado. A administração municipal segue acompanhando o caso e permanece à disposição para prestar esclarecimentos à população".

Classificação Indicativa: Livre

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