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PF não aponta elementos para investigar relação entre Moraes e Vorcaro

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A Polícia Federal diz que não há ainda indícios que motivem investigação da relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro  |   Bnews - Divulgação Divulgação / STF
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 06/03/2026, às 19h27



A Polícia Federal avalia que não há, até o momento, elementos suficientes para investigar uma eventual relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As informações são da jornalista Vera Magalhães, de O Globo.

A corporação não elaborou relatório específico sobre as menções a Moraes encontradas em celulares apreendidos na Operação Compliance Zero, nem sobre trocas de mensagens entre ambos que teriam sido apagadas e posteriormente reveladas pela colunista Malu Gaspar, também do jornal O Globo.

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A PF tem se concentrado na apuração do vazamento de informações da investigação. A abertura dessa frente foi solicitada ao relator do caso Master, o ministro André Mendonça, pela defesa de Vorcaro. Mendonça determinou nesta sexta-feira (6) a instauração de um inquérito específico para identificar a origem dos vazamentos.

Investigadores atribuem os vazamentos exclusivamente a integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS), que teve acesso às quebras de sigilo e a outros documentos da investigação por decisão do próprio Mendonça. Na determinação que autorizou a apuração, o ministro destacou que jornalistas não serão investigados, uma vez que o sigilo da fonte é uma prerrogativa profissional.

Dentro da Polícia Federal, prevalece o entendimento de que as situações envolvendo Moraes e o ministro Dias Toffoli são distintas, o que explicaria o tratamento diferente dado aos dois casos.

No episódio relacionado a Toffoli, a PF elaborou um relatório detalhado que foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin. Segundo investigadores, isso ocorreu porque Toffoli era, à época, o relator do caso e as apurações indicaram indícios concretos de relações frequentes com Vorcaro, incluindo transações financeiras com pessoas ligadas à investigação.

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