Política
por Rebeca Santos
Publicado em 31/03/2026, às 09h41
A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (31) uma nova etapa da investigação sobre a suspeita de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os policiais cumprem mandado de busca e apreensão na casa do ex-assessor do tribunal, Márcio José Toledo Pinto, em Brasília. A ordem foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin.
A PF descobriu que ele estaria tentando atrapalhar o andamento das investigações. Os investigadores pediram a prisão preventiva dele, mas o ministro Zanin negou o pedido.
De acordo com a PF, os metadados dos arquivos digitais trocados entre os investigados mostraram que o então servidor Marcio Pinto, que trabalhava no gabinete da ministra Isabel Gallotti, foi o responsável pela elaboração das minutas que foram divulgadas de forma indevida.
Na semana passada, ele foi indiciado pela PF pelos crimes de exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e por integrar organização criminosa. No relatório final, a Polícia Federal afirma que “há robustos indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora de tribunais, lavagem de dinheiro e tráfico de influência”.
Embora servidores de gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro sejam mencionados, nessa conclusão parcial a PF descartou a participação de qualquer magistrado.
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