Política

PF nas ruas: ex-prefeito e ex-secretário da Polícia Civil são presos por corrupção em postos de gasolina

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Operação mira esquema que desviou e lavou dinheiro em postos de gasolina  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2026, às 07h46



Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF) prendeu o deputado eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amin por suspeita de corrupção no Rio de Janeiro. As duas prisões são no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne. A ação da PF tem como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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Segundo a investigação, a plataforma era utilizada para lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional, segundo a PF.

As prisões desta quinta-feira foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta fase da operação, Canella e Amim haviam sido alvo de buscas dentro de uma investigação sobre a rede de postos de combustíveis. A plataforma movimentou, em 6 anos, R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem e dinheiro, com anuência de políticos.

Na operação desta quinta-feira, agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa, segundo a PF.

De acordo com as investigações, o esquema bilionário foi descoberto conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à Polícia Federal.

Além do crime de organização criminosa armada, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.

A ação desta data se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

Classificação Indicativa: Livre

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