Política

PF nomeia substituta para responsável por prisão de Ramagem nos EUA

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Troca de delegado acontece depois de declaração do governo americano de tentativa de manipulação do sistema de imigração  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PFMG
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 21/04/2026, às 14h16



A Polícia Federal (PF) nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação no Immigration and Customs Enforcement (ICE), em Miami, nos Estados Unidos. A nomeação foi formalizada na última sexta-feira (17).

Tatiana Alves vai substituir Marcelo Ivo de Carvalho, que ocupava a função até então. Ele ainda estava no cargo durante a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos EUA. Contudo, a PF não explicou se a nomeação de Tatiana tem relação com a prisão de Alexandre Ramagem e pressão dos EUA.

Tentativa de manipulação

O governo americano afirmou nesta segunda-feira (20) ter identificado uma tentativa de 'manipular o sistema de imigração' dos EUA e citou o envolvimento de um funcionário brasileiro. Sem mencionar o caso Ramagem, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, ligado ao Departamento de Estado, publicou:

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso.”

Posicionamento de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira, que tomou conhecimento do caso do delegado brasileiro citado no episódio. Ele falou com jornalistas na porta do hotel em Hannover, na Alemanha, onde participou de uma feira industrial.

Lula disse que ainda não tem detalhes sobre o que ocorreu, mas mencionou a possibilidade de reação do Brasil. O presidente afirmou que "se houve abuso por parte do governo americano, haverá reciprocidade".

Prisão de Ramagem

Alexandre Ramagem foi detido por autoridades migratórias americanas após ficar com o visto vencido. Dois dias depois, ele foi solto.

Em nota divulgada no dia da detenção, a PF informou que mantém um servidor no ICE para identificar situações envolvendo foragidos da Justiça brasileira. A PF afirmou que a prisão ocorreu no contexto de cooperação com as autoridades americanas.

Após o ocorrido, o ICE disse que houve uma "decisão administrativa" no caso e comunicou que Ramagem foi liberado dois dias após a detenção, na Flórida. Integrantes da PF relataram que o órgão americano informou que Ramagem teria direito à permanência provisória no país.

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