Política

PF pede autorização ao STF para investigar senador bolsonarista

Agência Senado
Ciro Nogueira entrou na mira da pol´cia por conta de sua relação com um dono de bet  |   Bnews - Divulgação Agência Senado
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 18/07/2025, às 21h45



A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para iniciar uma investigação contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o empresário do ramo de bets Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG.

Fernandin OIG é fundador da One Internet Group, empresa da área de tecnologia, e dono das empresas de apostas 7 Games Bet, R7 Bet e Betão Bet, que oficialmente faturam 200 milhões de reais por ano, segundo uma estimativa do próprio empresário em seu depoimento à CPI das Bets.

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De acordo com a Revista Piauí, o pedido, de caráter sigiloso, foi distribuído ao gabinete da ministra Cármen Lúcia no fim de maio, pouco antes do encerramento da CPI das Bets.

Na mesma época, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets, pediu a exclusão de Nogueira do colegiado. O motivo é uma suposta viagem do parlamentar em um jatinho de Fernandin OIG, revelada em outra reportagem da revista Piauí. O senador viajou para a França, onde acompanhou o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1.

Além da viagem até a Europa, a revista afirma que Relatórios de Inteligência Financeira acessados pela CPI mostram transferências de Fernandin OIG para um ex-assessor de Ciro Nogueira no valor de R$ 625 mil. Na mesma época, o ex-assessor depositou R$ 35 mil na conta do senador.

Nogueira afirmou à Piauí que o montante dizia respeito ao reembolso de uma reserva de hotel na Itália, enquanto os R$ 625 mil eram relativos ao pagamento de um relógio de luxo negociado entre Fernandin OIG e o ex-assessor.

Segundo a revista, o pedido feito ao STF é um desdobramento de uma iniciativa da senadora Soraya Thronicke, que reuniu dados da CPI e os enviou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal.

Procurado, o senador não se manifestou sobre a investigação. Por meio de nota enviada ao jornal O Globo, a PF disse que " não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento". Já a assessoria de imprensa do STF afirmou não ter localizado processos recentes em nome do parlamentar, mas acrescentou que a ação pode estar sob sigilo.

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