Política
Publicado em 16/09/2024, às 08h48 - Atualizado às 08h48 Cadastrado por Daniel Serrano
Os integrantes da Polícia Federal (PF) envolvidos na investigação do caso apura a elaboração de um plano para dar um golpe de estado no Brasil após a eleição presidencial de 2022 acreditam que não vão concluir o inquérito e indiciar os responsáveis ainda em setembro. A informação é da coluna de Malu Gaspar, no Globo.
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De acordo com a publicação, os trabalhos não devem ser encerrados antes do primeiro turno das eleições municipais, que será no próximo dia 6, por dois motivos. A primeira é que ainda estão sendo feitas análises que podem ajudar na apuração dos fatos do caso, como a elaboração de uma minuta golpista por auxiliares do então presidente Jair Bolsonaro e os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.
O outro motivo são as eleições municipais que acontecem neste ano. A PF teria que sustentar sozinha uma série de indiciamentos, incluindo o de Bolsonaro, em pleno período eleitoral. Isso porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF), já sinalizam que não deverão denunciar nenhum dos alvos dos inquéritos antes da eleição.
A ideia da PF é que as acusações não sejam usadas para fins política ou partidarismo do MP.
Os investigadores avaliam que o ideal seria aguardar um pouco mais para realizar os indiciamentos “com provas mais robustas” ao invés de apressar os trabalhos e correr o risco de que não seja criado “um fato político” contra opositores do presidente Lula (PT) na véspera da eleição municipal.
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