Política

PGR diz que grupo de Bolsonaro montou “plano de operação antidemocrática” para manter ex-presidente no poder

Antonio Augusto/STF
Paulo Gonet argumenta que a denúncia deve ser vista como um plano articulado, não como ações isoladas, no julgamento de Bolsonaro.  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 02/09/2025, às 11h37



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou durante a leitura do parecer em que pede a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos outros sete réus, que a denúncia contra o ex-presidente  e outros sete réus deve ser analisada como um “plano articulado” e não como fatos isolados. O julgamento começou na manhã desta terça-feira (2).

Para ele, a tentativa de golpe de Estado se estruturou em uma sequência de ações coordenadas com o objetivo de manter Bolsonaro no poder, “mesmo depois de efetivamente haver perdido a preferência dos eleitores em 2022”.

>> ACOMPANHE O JULGAMENTO DO EX-PRESIDENTE JAIR BOLSONARO

Segundo Gonet, ficou clara “uma unidade de propósito” entre os denunciados: impedir a posse do presidente eleito e garantir a continuidade de Bolsonaro, “pouco importando os resultados apurados” nas urnas.

“O que se desvendou não foi uma maquinação desgarrada da realidade prática, tampouco meros atos de cogitação, mas a colocação em marcha de plano de operação antidemocrática ofensiva ao bem jurídico tutelado pelo Código Penal”, disse o procurador-geral.

Ele destacou que a tentativa de insurreição não depende de uma ordem assinada pelo presidente da República, mas pode ser caracterizada pela prática de atos voltados à ruptura das regras constitucionais, inclusive com “apelo ao emprego da força bruta, real ou ameaçada”.

Para Gonet, ainda que cada réu tenha atuado em momentos distintos, todos colaboraram em diferentes etapas da trama:

“Todos convergiram para o objetivo comum de assegurar a permanência do presidente da República da época na condução do Estado, mesmo que não vencesse as eleições”.

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