Política

PGR se manifesta sobre acordo com ex-prefeito que sugeriu guilhotina a Alexandre de Moraes

Fellipe Sampaio/STF
Procuradoria-Geral da República considera acordo com Fabiano Feltrin, denunciado por incitação ao crime contra Alexandre de Moraes.  |   Bnews - Divulgação Fellipe Sampaio/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/10/2025, às 19h35 - Atualizado às 19h35



A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta segunda-feira (27), pela possibilidade de acordo com o ex-prefeito de Farroupilha (RS), Fabiano Feltrin, denunciado por incitação a crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Em julho de 2024, durante um evento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um homem disse não ter gostado de uma “estátua em homenagem a Alexandre de Moraes”. Então, Feltrin respondeu: "A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele", disse, enquanto manuseava um instrumento semelhante a uma guilhotina. O episódio foi transmitido pelo perfil oficial do ex-prefeito. 

Em depoimento à Polícia Federal (PF) sobre o caso, Fabiano Feltrin disse que ficou surpreso com a investigação, pediu desculpas e que a declaração foi feita em tom de brincadeira, sem a intenção de ofender o ministro Alexandre de Moraes. 

Após pedido da defesa, a PGR se manifestou favorável pela possibilidade do oferecimento de institutos despenalizadores, que são ferramentas da Justiça que permitem evitar punições mais severas, e buscam soluções alternativas para casos criminais.

A PGR propôs as seguintes penas restritivas de direitos:

  • Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, pelo total de 180 horas, observados os limites mensais de cumprimento no mínimo de 30 horas, em local a ser indicado pelo juízo de execução;
  • prestação pecuniária, no valor de R$ 5 mil;
  • proibição de participação em redes sociais abertas;
  • cessar todas as práticas delitivas objeto da ação penal e não ser processado por outro crime ou contravenção penal até a extinção da execução das condições referentes a esta transação penal;
  • apresentar antecedentes criminais.

Feltrin foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por “de maneira livre, consciente e voluntária, no dia 25.7.2024, por meio de transmissão ao vivo em rede social, incitar publicamente a prática do crime de homicídio (art. 121 do Código Penal) contra Ministro do Supremo Tribunal Federal”.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)