Política
por Rebeca Santos
Publicado em 02/12/2025, às 07h26
Uma mulher que trabalhava no PL do Piauí alega que foi demitida do partido de Jair Bolsonaro por intolerância religiosa.
A Federação Umbandista do Brasil (Feubra) divulgou uma nota em que “repudia com firmeza” o que aconteceu com Denise Xavier, que era secretária adjunta do partido no estado.
Segundo a entidade, “em mensagens de WhatsApp, Denise foi chamada de ‘macumbeira’ de forma ofensiva e acusada, sem qualquer prova, de ter levado um despacho para a sede do partido.
Também informaram que instalariam câmeras para verificar se ela estaria levando ‘terra de cemitério’ ao local — acusações preconceituosas e carregadas de estigmas contra religiões de matriz africana”.
A Feubra reforça que a “Umbanda é religião, merece respeito e proteção” e que esse tipo de atitude vai contra a Constituição e é intolerância religiosa.
“Exigimos que o PL-Piauí identifique e responsabilize os envolvidos. Reiteramos nossa solidariedade a Denise Xavier e nosso compromisso em defender a liberdade de fé e a dignidade dos umbandistas em todo o Brasil”, diz a nota.
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