Política

PL pede ao TSE nova impugnação de pesquisa

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Além de impugnação de pesquisa Atlas, o PL também cobra que o TSE adote critérios mais rigorosos na fiscalização e divulgação de pesquisas  |   Bnews - Divulgação TSE / Divulgação
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2026, às 18h04 - Atualizado às 18h16



O PL protocolou nesta quarta-feira (15) uma nova ação de impugnação contra o instituto Atlas e encaminhou um pedido ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, para que a Corte adote critérios mais rigorosos na fiscalização e divulgação de pesquisas eleitorais. A iniciativa tem como alvo um levantamento divulgado em 25 de junho que apontou o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na ação, o partido sustenta que a pesquisa foi divulgada sem a apresentação, dentro do prazo previsto na legislação, de informações consideradas essenciais, como a identificação dos municípios pesquisados, a distribuição dos entrevistados por região e os dados da amostra por gênero, faixa etária, escolaridade e nível econômico. Segundo a legenda, a ausência desses dados representa "elementos absolutamente básicos e imprescindíveis" e configura "vícios gravíssimos".

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O PL argumenta ainda que, sem essas informações, o levantamento deixa de ser auditável e não atenderia às exigências da Resolução nº 23.600/2019 do TSE. Esta é a segunda ação movida pelo partido contra pesquisas do Atlas em 2026. Na primeira, o ministro Nunes Marques chegou a suspender a divulgação do levantamento, mas o julgamento definitivo pelo plenário da Corte foi adiado.

Além da impugnação, a legenda pediu ao TSE a adoção de regras mais objetivas para o registro, fiscalização e divulgação de pesquisas eleitorais. O partido afirma que os questionamentos envolvendo o Atlas evidenciam falhas no modelo atual de controle e defende que toda a documentação técnica exigida por lei seja disponibilizada antes da publicação dos resultados.

Na petição, o PL sustenta que a medida permitiria maior transparência e possibilitaria a fiscalização por partidos, candidatos, Ministério Público e Justiça Eleitoral. Em resposta às acusações, o CEO da Atlas/Intel, Andrei Roman, afirmou nas redes sociais que a impugnação apresentada pelo partido está baseada em um erro do sistema do próprio TSE.

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