Política
por Héber Araújo
Publicado em 10/09/2026, às 15h32
Relatórios da Polícia Federal apontam que o ex-ator e deputado federal Mário Frias (PL) seria integrante de uma possível organização criminosa para desviar recursos públicos. Conforme os documentos, há uma coincidência entre as movimentações financeiras da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e emendas parlamentares enviadas por Frias a ONGs.
Essas instituições que receberam os recursos públicos de Frias são chefiadas por Karina Gama, dona da produtora que desenvolveu o filme. O relatório teve o sigilo retirado por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também proibiu que o ex-ator deixasse o Brasil ou se comunicasse com outros investigados do caso dos repasses para o longa-metragem.
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“As diligências preliminares indicam ‘a possível ocorrência de crimes, notadamente desvios de recursos públicos, praticados por organização criminosa — integrada pelo deputado federal Mário Frias – que teria direcionado verbas federais, via termos de fomento custeados por emendas parlamentares”, diz um trecho dos relatórios.
Frias foi secretário de cultura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo também um dos principais produtores, além de ter contribuído para o desenvolvimento da história. Segundo as investigações, o parlamentar teria desviado R$2 milhões, através de emendas parlamentares, para o desenvolvimento do filme.
“[As emendas foram] repassadas às Organizações Sociais denominadas Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC) – ambas presididas por Karina Ferreira da Gama, pessoa com registro de vínculos com o parlamentar federal [Mario Frias] – para custear contratos celebrados de forma fraudulenta e cuja execução não atendeu às finalidades previstas nos instrumentos contratuais, favorecendo empresas de propriedade de pessoas também ligadas aos integrantes da Organização Criminosa, com claros indícios de favorecimento e de desvio de valores”, declarou a PF.
Ainda conforme a PF, a organização criminosa seria formada por outros agentes públicos e agentes do setor privado que repassavam verbas para empresas sem a comprovação de serviços prestados.
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