Política

Policial baiano revela que Bolsonaro ‘deu pra trás’ com criação de ‘força-tarefa’ para prender e matar ministros do STF

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Perícia da Polícia Federal revela áudios de Wladimir Soares sobre grupo armado para prender ministros do STF.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Socias
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 15/05/2025, às 09h55



Uma perícia da Polícia Federal em aparelhos do agente Wladimir Soares — policial baiano investigado pela trama golpista — revelou áudios em que ele menciona um grupo armado preparado para prender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Wladimir Soares fazia parte da equipe de segurança de Lula e foi preso por participar da trama golpista.

De acordo com g1, nos áudios, o baiano também admite que a equipe estava disposta a usar força letal, afirmando que iriam "matar meio mundo" se necessário. Wladimir ainda criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que ele "deu para trás" ao não autorizar ações mais drásticas para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Wladimir foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente investigado por enviar mensagens com informações sobre a segurança de Lula para servidores ligados a Bolsonaro, o policial federal teve celulares e aparelhos eletrônicos apreendidos pela PF no mesmo dia em que foi preso preventivamente.

Segundo a PF, as novas provas apontam que Wladimir "foi arregimentado e integrou a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado e abolir violentamente o Estado Democrático de Direito no ano de 2022."

Ainda segundo os investigadores, o policial federal "admitiu, em mensagem de áudio, que integrava uma equipe de operações especiais, que estava pronta para defender o então presidente Jair Bolsonaro, com um poder de fogo elevado para, em suas próprias palavras, 'empurrar quem viesse à frente'."

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