Política

ACM Neto sobe o tom: "É inaceitável tratar qualquer defesa de ruptura institucional"

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Por: Divulgação/PR Por: Henrique Brinco 0comentários

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, divulgou uma nota nesta quinta-feira (28) em que afirma acompanhar "com apreensão" a crise política nacional e defende o "diálogo" como única saída para a manutenção do equilíbrio entre as instituições. O comentário acontece após declarações polêmicas do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do próprio presidente Jair Bolsonaro repercutirem negativamente no meio político.

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"O Democratas acompanha, com apreensão, o momento atual e acredita que a única saída está no diálogo e na união de todos. O país precisa de equilíbrio e responsabilidade, não de radicalizações ou ameaças.  Condenamos e combateremos qualquer tentativa de intimidação às instituições do nosso país. É inaceitável tratar qualquer defesa de ruptura institucional como solução para esse momento de crise", declarou o prefeito de Salvador.

Neto afirma, ainda, que "a defesa intransigente da democracia está no DNA do Democratas". "Na nossa opinião, a democracia é um valor absolutamente inegociável", finalizou.

Em uma live nessa quarta-feira (27), Eduardo Bolsonaro criticou a operação da Polícia Federal contra uma rede de fake news que atua na internet. A maioria dos alvos da operação são aliados do presidente. Ele classificou a ação, comandada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, como "criminosa".

"Eu até entendo quem tem uma postura mais moderada, vamos dizer, para não tentar chegar um momento de ruptura, um momento de decisão ainda maior, um conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas, falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro: não é mais uma opinião de se, mas, sim, de quando isso vai ocorrer. E não se enganem, as pessoas discutem isso", ameaçou.

Já na manhã desta quinta, Jair Bolsonaro endossou as críticas contra o STF. Pela manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente criticou fortemente a operação. "Acabou, porra! Me desculpem o desabafo. Acabou! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoal certas ações", esbravejou, em coletiva de imprensa.

"Ontem foi o último dia. Eu peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar melhor e mais poderosas do que os outros, que se coloquem no seu devido lugar, que nós respeitamos e dizemos mais: não podemos falar em democracia sem um Judiciário independente, sem um Legislativo também independente, para que possam tomar decisões, não monocraticamente por vezes, mas as questões que interessam ao povo como um todo, que tomem, mas de modo que seja ouvido o colegiado", declarou.
 

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