Política
Moradores de Cipó (BA), cidade localizada a 250 km de Salvador, procuraram a equipe do BNews para acusar o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de improbidade administrativa. De acordo com as acusações, o vereador Gilson Francisco (Avante) teria alugado veículos de luxo da empresa gerida pelo sobrinho do prefeito, Marquinhos (PSD).
O assunto ganhou força com um vídeo, de autoria desconhecida, que passou a circular em grupos de WhatsApp. Em resposta, o edil negou qualquer ilegalidade e afirmou que as acusações foram feitas por um servidor concursado, insatisfeito por ainda não ter assumido o cargo. Entretanto, confirmou a contratação da empresa e do contrato de aluguel dos veículos. "Não tem nenhuma ilegalidade", frisou.
A reportagem teve acesso a documentação do contrato entre a Câmara Municipal e a empresa gerida por Franklyn Reis Gama, institulada FG Empreendimentos. De acordo com as informações, o município pagou cerca de R$ 155 mil para a locação dos veículos, dentre os quais estão um Honda Civic, Toyota Yaris e Corolla Cross. A contratação dos veículos conta ainda com um condutor exclusivo para atender as demandas e tem previsão de durar por onze meses.
Porém, apesar de no Diário Oficial constar a contratação, o arquivo com as informações não foi disponibilizado no Portal da Transparência. Além disso, a empresa de Franklyn Gama também tem outros seis contratos, de valores inferiores, com a prefeitura de Cipó, oferecendo diversos serviços, que remontam desde 2024.
Em resposta aos questionamentos feitos pelo BNews, o presidente da Câmara Municipal afirmou que a contratação é algo normal, como acontece em diversas outras cidades da Bahia, e foi feita de forma lícita. Gilson Francisco, que é aliado do prefeito da cidade, ainda afirmou que a denúncia foi feita por um popular que passou num concurso e quer tomar posse o quanto antes.
“Inclusive ele já vai tomar posse, eu conversei com ele, ele vai tomar posse já. E foi ele que fez essas denúncias. No mais não tem nenhum problema de ilegalidade”, garante.
Questionado sobre a empresa em que houve a contratação dos veículos ser do sobrinho o prefeito de Cipó, o vereador destacou que todo o processo do “pregão eletrônico” foi feito dentro da lei e descartou a possibilidade de 'nepotismo'.
“Tem alguma ilegalidade nisso? Me diga um artigo da lei que torna ilegal [..] A Câmara é um poder, o Legislativo é um e Poder Executivo é outro. São poderes independentes. Se fosse um sobrinho meu, era nepotismo”, declarou.
A reportagem também tentou entrar em contato com o prefeito Marquinhos e o empresário Frankly Gama, além da empresa FG Empreendimentos, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. A matéria será atualizada caso haja algum posicionamento.
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