Política

Prédio da Câmara de Salvador deve virar museu e já tem data para reforma

Deivid Santana / BNews
A recuperação do telhado do Paço Municipal de Salvador inicia na próxima semana após incêndio que atingiu o edifício histórico.  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2025, às 18h50



O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), anunciou que as obras para a recuperação do telhado do Paço Municipal começarão na próxima semana. O edifício foi parcialmente atingido por um incêndio no dia 24 de fevereiro.

A decisão foi tomada após uma reunião com a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, que também discutiu o projeto de implantação do Museu Legislativo no prédio principal da Câmara, localizado na Praça Thomé de Souza.

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Segundo a assessoria de Muniz, duas frentes de trabalho estão sendo desenvolvidas para recuperar o Paço. A primeira envolve uma reforma emergencial, enquanto a segunda elabora um projeto mais amplo para definir as funções que continuarão no prédio e a viabilidade do Museu Legislativo.

Um instituto de arquitetura especializado em restauro de patrimônios históricos foi contratado emergencialmente e tem um prazo de 90 dias para concluir o projeto de recuperação. A estrutura atual data de 1660.

Desde o incêndio, quatro vistorias foram realizadas no local. Enquanto isso, as sessões ordinárias, especiais e solenes estão ocorrendo no auditório do Centro de Cultura da Câmara, também localizado na Praça Thomé de Souza.

Muniz destacou que o prédio deve mesmo virar um museu. O vereador também ressaltou que o Paço Municipal poderá continuar recebendo eventos especiais em seu plenário, como a posse dos vereadores e a leitura da Mensagem do Executivo, realizada anualmente pelo prefeito.

"A ideia é transformá-lo no Museu Legislativo, garantindo que moradores e turistas conheçam a importância das ações históricas que ali ocorreram”, afirmou Muniz. “O Paço não deixará de ser a Casa do Povo, mas a tendência é reduzir sua utilização para garantir a preservação desse espaço histórico-cultural”, explicou.

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