Política

Prefeito bolsonarista volta atrás após grave crise financeira e pede recursos a Lula

Mário Agra / Câmara dos Deputados
Prefeito bolsonarista agora admite buscar ajuda federal após recusar apoio no início de sua gestão  |   Bnews - Divulgação Mário Agra / Câmara dos Deputados
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 22/10/2025, às 09h16 - Atualizado às 09h18



Após dez meses de mandato e enfrentando uma grave crise financeira, o prefeito bolsonarista de Cuiabá (MT), Abílio Brunini (PL), que, no início da gestão, descartou pedir dinheiro ao governo Lula, agora diz buscar recursos juntos à União para tentar solucionar os problemas da cidade.

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O município de Cuiabá, enquanto eu estiver à frente da prefeitura, não se senta com o pessoal da esquerda, porque a gente não gosta de sentar com mentiroso”, afirmou no dia 18 de setembro. 

No entanto, no início deste mês de outubro, com o agravamento da crise financeira da capital do Mato Grosso do Sul, o discurso mudou.

Quanto ao governo federal, nós temos diversas pessoas articulando para buscar projetos e tudo mais. Nós protocolamos pedidos do novo PAC em todos os processos. Foram liberadas quatro creches para nós. Mas nós protocolamos mais de 40 projetos, e os outros não foram aprovados”, disse em coletiva de imprensa no dia 9.

Situação financeira de Cuiabá

Cuiabá pode encerrar o ano com déficit de até R$ 364 milhões, sendo R$ 120 milhões somente na saúde. Segundo o bolsonarista, ao todo a Prefeitura de Cuiabá acumula cerca de R$ 1 bilhão em déficit a curto prazo.

O prefeito anunciou no dia 1° de outubro um decreto de alerta financeiro especificamente para a Secretaria Municipal de Saúde. Este tipo de decreto não altera a rotina legal de contratações nem permite dispensa de licitação, como no caso de uma calamidade pública. 

Mesmo diante dessa situação, a gestão municipal abriu mão da taxa do lixo, cancelou o programa de refinanciamento de dívidas (Refis) e recusou um empréstimo de mais de R$ 180 milhões já aprovado pela Câmara Municipal.

No terceiro dia de gestão, Abílio já havia assinado um decreto de calamidade financeira que teve a duração de 180 dias, segundo ele, para reduzir despesas em 40%, além de reavaliar licitações e contratos. Na ocasião, a justificativa do prefeito foi a “situação fiscal deixada pela gestão anterior”.

Provocações

Abílio se tornou conhecido na Câmara dos Deputados por 'lacrar' nas redes sociais,  falas extremistas e provocações a parlamentares de esquerda. Em uma sessão da CPMI do 8 de janeiro, no Congresso, foi acusado, pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) de fazer um gesto supremacista branco.

Em um vídeo publicado recentemente nas suas redes sociais, Abílio usou a legenda "Copiando Lula e esperando ele me ligar". O prefeito de Cuiabá ironizou a crítica que recebe por não ligar para o presidente Lula.

Acontece que muitos da esquerda falam, 'o Abílio deveria conversar com o Lula', mas o Lula deveria conversar com o Trump e não faz. Se o Lula me ligar, igual o Trump ligou para ele, eu atendo. É só ele me ligar", disse.

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