Política

Prefeito de interior baiano tem mandato cassado; saiba quem

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Tonho de Napo tem o mandato cassado após votação da Câmara Municipal de Barra do Mendes  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 05/07/2024, às 14h30 - Atualizado às 15h32



O prefeito de uma cidade baiana teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal da cidade. Essa situação aconteceu com Tonho de Napo (PSD), gestor de Barra do Mendes, localizada na região Centro-Norte do estado. O ato foi realizado na última quinta-feira (04), após uma denúncia receber sete votos a dois pela cassação.

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Essa denúncia foi enviada pelo advogado Cláudio Vitor Figueiredo. O bacharel indicou que o prefeito havia descumprido regras legais do Poder Legislativo. De acordo com Cláudio Figueiredo, o prefeito teria cometido vários "crimes".

(O prefeito cometeu) sucessivos descumprimentos do dever de publicar os atos legislativos devidamente aprovados pela Câmara Municipal, assim como o descumprimento quanto ao correto adimplemento das verbas previdenciárias por parte do Município, violando assim as disposições constantes no artigo 4 do Decreto-Lei 201/1967, que estabelecem tais situações como infrações político-administrativas passíveis de cassação de mandato pela Câmara Municipal", relatou o bacharel.

Com essa cassação, o vice-prefeito, Simão Rodrigues Franca (PDT) será o responsável por assumir o Poder Executivo de Barra do Mendes. A posse de Dr. Simão, como é conhecido, está marcada para a próxima segunda-feir a(08).

TENTOU EVITAR

Tonho de Napo tentou dar um "golpe" e impedir que sua cassação fosse votada. Isso porque o agora ex-gestor municipal tentou suspender a sessão legislativa ao impertrar um Mandado de Segurança na Justiça local um dia antes, na quarta-feira (03). Na ocasião, o ex-prefeito indicou que haveria vícios durante a tramitação do processo na Câmara Municipal de Barra do Mendes.

Apesar disso, a Justiça de Barra do Mendes recusou o pedido limitar pleiteado por Tonho de Napo. A decisão foi tomada porque, segundo o juízo, o ex-gestor não teria deixado evidenciado a irregularidade nos atos do Poder Legislativo.

Assista ao Radar BNews da última quinta-feira (04):

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