Política

Prefeito de SP diz que foi “refém da inércia” do governo Lula no caso Enel

Divulgação / Prefeitura de São Paulo
Nunes afirma que a cidade é refém da Enel e da falta de ação do governo federal em relação à energia elétrica  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Prefeitura de São Paulo
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 20/12/2025, às 17h12



O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou, neste sábado (20), que foi "refém da inércia" do governo Lula em relação à concessão de energia elétrica na capital paulista. Nunes disse que pediu, na Justiça Federal, a antecipação do fim do contrato com a empresa italiana Enel.

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Nós estávamos reféns, igual vocês, todas as pessoas que moram nessa cidade. Refém da Enel e refém da inércia do governo federal que não agia”, disse o gestor, após a cerimônia de reabertura de um parque na zona oeste da capital paulista.

Nunes e Tarcísio cobram providências do governo federal

Nunes e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se encontraram com o presidente Lula, no último dia 12 de dezembro, durante o lançamento do SBT News em São Paulo, e cobraram providências sobre o contrato da empresa.

Quatro dias depois, o governador e o prefeito se reuniram com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Silveira reiterou em um ofício na última quarta-feira (17) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o pedido de “análise de falhas e transgressões” da concessionária.

Nós não vamos sossegar enquanto o governo federal não fizer aquilo que é obrigação deles. Reconheço que, na minha fala com o presidente Lula, ele tomou uma iniciativa de pedir para o ministro de Minas e Energia vir conversar comigo, com o Tarcísio, ao qual eu agradeço, mas a responsabilidade é do governo federal e nós vamos ficar cobrando para que essa empresa saia da cidade de São Paulo”, reiterou.

Pedido na Justiça

De acordo com Nunes, a Procuradora-Geral do Município, Luciana Nardi, entrou com um pedido na Justiça Federal para antecipar o processo de caducidade do contrato de concessão. Segundo o prefeito, se dependesse do governo federal, o fim do contrato, que vence em 2028, só ocorreria em março.

Se não, hoje, muito possivelmente a gente teria que engolir mais 30 anos de Enel”, explicou. Segundo Nunes, o pedido foi acatado na sexta-feira (19).

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