Política
O prefeito de Criciúma, em Santa Catarina, Vaguinho Espíndola (PSD), dividiu opiniões ao decidir viver por algumas horas a rotina de uma pessoa em situação de rua para compreender de perto os desafios enfrentados por essa população. Disfarçado, ele permaneceu cerca de 20 horas nas ruas da cidade sem ser reconhecido, nem mesmo pela própria família.
Durante a experiência, realizada no último dia 10 de junho, o prefeito contou que recebeu aproximadamente R$ 6 em esmolas enquanto estava em um semáforo. Além disso, moradores ofereceram café e alimentos. Em um dos momentos que mais o marcaram, a esposa e os filhos passaram por ele, mas não perceberam que se tratava do prefeito.
"Senti na pele o que é ser invisível", afirmou Vaguinho em entrevista ao Estadão. Segundo ele, a iniciativa teve como objetivo conhecer de forma mais profunda a realidade das pessoas em situação de vulnerabilidade e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas a esse público.
A proposta inicial era permanecer 24 horas nas ruas, mas a ação foi interrompida após cerca de 20 horas, quando o prefeito acabou sendo identificado por uma equipe da assistência social do próprio município. Toda a experiência foi acompanhada por um fotógrafo da prefeitura.
"Foi uma experiência transformadora. Quis entender de perto o que essas pessoas enfrentam diariamente para que possamos desenvolver políticas públicas mais eficientes. Vivi situações que me impactaram profundamente", relatou o prefeito.
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