Política
por Daniel Serrano
Publicado em 28/12/2025, às 13h37 - Atualizado às 13h37
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), utilizou as redes sociais neste domingo (28) para rebater as críticas feitas pelo professor e babalaô Ivanir dos Santos, que questionou a montagem de um palco de música gospel no réveillon de Copacabana.
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No sábado (27), o babalaô havia usado suas redes sociais para lembrar que os rituais das religiões de matriz africana tiveram destaque na construção da virada carioca, mas acabaram perdendo espaço.
"Este ano, a Prefeitura do Rio anunciou novamente um palco gospel no réveillon. O problema não é o palco. A questão é que, mais uma vez, o poder público promove uma fé específica e inviabiliza as demais manifestações religiosas", escreveu Ivanir dos Santos, na publicação feita em seu perfil no Instagram.
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As falas não foram bem recebidas por Eduardo Paes. Em seu perfil no X (antigo Twitter), o prefeito carioca defendeu que "o réveillon da praia de Copacabana é de todos" e que cada um curte o "ritmo que mais curte". "É impressionante o nível de preconceito dessa gente", publicou.
É impressionante o nível de preconceito dessa gente. O réveillon da praia de Copacabana é de todos! A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a mpb, a bossa nova…. Cada um que fique no ritmo que mais curte! O… pic.twitter.com/07OL5f9SeA
— Eduardo Paes (@eduardopaes) December 28, 2025
Em seguida, a comentarista do canal GloboNews Flávia Oliveira saiu em defesa do babalaô e rebateu a declaração feita por Eduardo Paes. Em uma publicação também feita no X, a jornalista questionou o termo "dessa gente", utilizado pelo prefeito do Rio de Janeiro para se referir aos candomblecistas.
"Essa gente que teve a própria festa apropriada por comércio. Essa gente que teve seus saberes em saúde reconhecidos e, posteriormente, destituídos pela mesma Prefeitura. Essa gente que é alvo preferencial de ataques e destruição", escreveu Flávia Oliveira.
Nível de preconceito “dessa gente”. Essa gente que teve a própria festa apropriada por comércio. Essa gente que teve seus saberes em saúde reconhecidos e, posteriormente, destituídos pela mesma Prefeitura. Essa gente que é alvo preferencial de ataques e destruição. https://t.co/yDQ7raMLPF
— Flávia Oliveira (@flaviaol) December 28, 2025
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