Política

Prefeito e governador trocam farpas em evento por divergência em projeto polêmico

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Embate aconteceu durante cerimônia da Medalha da Inconfidência  |   Bnews - Divulgação Imprensa Minas
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 21/04/2026, às 20h01



O prefeito de Ouro Preto (MG), Ângelo Oswaldo (PV), e o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) trocaram farpas por conta de um projeto polêmico que está em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas.

Durante discurso na cerimônia da Medalha da Inconfidência, nesta terça-feira (21), o prefeito fez críticas ao modelo de escolas cívico-militares defendido pelo governo estadual, propondo, em contraponto, uma educação “cívico-militante”, voltada à formação crítica, democrática e cidadã. A cerimônia de 21 de abril, é tradicionalmente realizada em Ouro Preto em homenagem a Tiradentes, reuniu autoridades civis e militares.

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Ao longo da fala, o prefeito citou referências históricas da Inconfidência Mineira e nomes como Juscelino Kubitschek e Rui Barbosa para sustentar sua posição. Ele defendeu que a tradição mineira está ligada à liberdade e à educação democrática, e criticou o que chamou de “militarismo” na condução de políticas públicas.

Após o pronunciamento, o governador Mateus Simões reagiu em tom elevado, classificando a fala como desrespeitosa, especialmente em relação aos militares presentes na solenidade.

“Respeito, pelo menos a quem é recebido como visitante, é o mínimo que se espera em Minas Gerais de quem é dono da casa”, afirmou.

Em publicação nas redes sociais, Angelo Oswaldo afirmou que o governador foi “grosseiro, deseducado e desrespeitoso”, alegando que houve desrespeito não apenas a ele, mas também aos militares presentes. O prefeito reiterou sua crítica ao projeto de escolas cívico-militares e afirmou que a educação mineira deve seguir princípios pedagógicos e democráticos.

PROJETO

O embate ocorre em meio à discussão sobre o projeto enviado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que propõe a criação do Programa das Escolas Cívico-Militares. A iniciativa prevê cooperação entre a rede estadual de ensino e instituições militares, mantendo a gestão pedagógica sob responsabilidade da Secretaria de Educação.

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