Política

Prefeito nega falta de diálogo com professores de Salvador e critica "radicalismo" de servidores; veja

Daniel Serrano/BNews
Prefeito reclama da paralisação dos professores; protesto chega a 20 dias de greve  |   Bnews - Divulgação Daniel Serrano/BNews

Publicado em 27/05/2025, às 11h31   Matheus Simoni e Daniel Serrano



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou que a gestão municipal sempre esteve em diálogo com professores da rede municipal de ensino em meio às manifestações de servidores. A fala acontece após o anúncio da sanção do projeto de lei que reajusta o salário de servidores do município, nesta terça-feira (27). Os professores estão em paralisação há mais de 20 dias e cobram o pagamento do piso salarial da categoria.

Bruno negou que os professores não tenham sido recebidos pelos gestores da prefeitura. "Os professores retornando, a gente tem toda disposição de dialogar. Agora minha equipe dialogou de forma permanente. Agora, há um radicalismo. E sem querer promover aqui ninguém. A gente vê parentes de parlamentares envolvidos num nível de intransigência inexplicável, o que é que mudou no ano passado para esse ano?", questionou o prefeito

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Ainda segundo o prefeito, o reajuste foi maior do que o que foi dado pelo governo do estado e pelo governo federal. "Estão tratando o mesmo problema de forma distinta. Ao invés de usar o mesmo peso e a mesma medida. O que nós queremos é isso, nos dê um tratamento igual ao que está sendo dado ao governo do estado e ao governo federal. A gente não viu uma manifestação, pelo contrário. Um ato lá no gabinete, na governadoria, onde os sindicalistas todos aplaudindo o reajuste que foi dado pelo governo, o mesmo que é dado pela prefeitura", disse o prefeito. 

Questionado sobre a possibilidade de penalizar professores em meio à paralisação, Bruno Reis destacou que, inicialmente, o município ainda estuda formas de compensar os 20 dias sem aula. "A decisão judicial impõe o desconto nos dias não trabalhados, neste mês não terá desconto. Agora é natural que se greve continuar, a gente tenha que cumprir a decisão judicial. A gente espera que haja o retorno na sala de aula e aí vamos buscar a forma de compensação desses dias para que os alunos não possam ter nenhum prejuízo na sua formação", disse o prefeito. 


"A gente sabe que quem está sendo penalizado são as mães que têm que sair para trabalhar. As crianças se alimentam praticamente nas nossas escolas, em especial aquelas crianças que estudam em tempo integral e chegam às seis refeições diárias. A gente faz um apelo aos professores para que retornem para a sala de aula", declarou o prefeito.

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