Política
por Bernardo Rego
Publicado em 13/07/2026, às 19h29 - Atualizado às 19h31
Após operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) que investiga um esquema criminoso instalado dentro da Prefeitura de Salvador e resultou no afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e também do vereador George Reis (PP), conhecido como Gordinho da Favela, a prefeitura se pronunciou sobre o caso. A decisão judicial foi assinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador.
Em nota, a gestão municipal informou que vai cumprir a determinação judicial e vai colaborar com as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). Ainda de acordo com a nota, a prefeitura vai abrir procedimento administrativo para avaliar se houve dano ao erário em relação aos fatos apurados.
Segundo apurou o BNews, a investigação aponta que uma organização criminosa utilizou o município para estruturar núcleos empresarial e operacional, além de utilizar agentes públicos através da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL).
Ao todo, 13 pessoas e cinco empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda. Também participaram agentes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), órgão da Polícia Civil da Bahia responsável por prevenir e reprimir o tráfico de drogas e desarticular organizações criminosas no estado.
O Gaeco pediu à Justiça da Bahia a indisponibilidade geral de bens no valor de mais de R$ 38 milhões (R$ 38.321.127,95), suspensão do exercício de função pública e de mandato eletivo de cinco investigados e proibição de contato entre os representados. Os crimes investigados vão desde fraudes licitatórias a peculato, lavagem de dinheiro e corrupção.
A empresa G3 Polaris Serviços também está no centro da investigação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes da política de Salvador.
Em seu site oficial, a G3 Polaris se apresenta como uma empresa especializada nas áreas de engenharia, infraestrutura, saneamento e serviços operacionais, atendendo tanto o setor público quanto o privado. Em Salvador, a empresa detém vários contratos ativos e históricos com diversas secretarias e superintendências.
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