Política
por Redação BNews com informações de Thiago Teixeira
Publicado em 29/04/2025, às 12h15 - Atualizado às 12h55
O presidente da BAMIN (Bahia Mineração), Eduardo Ledsham, participou nesta terça-feira (29) de uma audiência na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia para explicar os motivos da interrupção das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1) e do Porto Sul, além de apresentar as perspectivas para a retomada dos projetos logísticos.
Ao BNEWS, Ledsham informou que um grupo de trabalho está sendo formado em conjunto com o Ministério dos Transportes para buscar soluções que garantam a continuidade das obras. “Esse grupo foi discutido com o ministro Renan Filho e o secretário Santoro. Será um grupo multidisciplinar que terá entre 60 e 90 dias para apresentar recomendações para a retomada da FIOL”, afirmou.
Segundo o presidente da BAMIN, representantes de investidores chineses visitaram os canteiros há duas semanas, demonstrando interesse na conclusão da FIOL e do Porto Sul dentro da estratégia da rota bioceânica — corredor que busca conectar o Atlântico ao Pacífico.
Sobre as especulações a respeito de problemas financeiros da empresa, Ledsham foi categórico ao esclarecer que não há endividamento com fornecedores ou clientes. “A BAMIN não tem dívidas. O que aparece no balanço como endividamento superior a R$ 2,5 bilhões refere-se apenas aos aportes feitos pelos acionistas e está registrado dessa forma apenas por exigência contábil”, explicou.
A audiência pública foi motivada pela importância estratégica da FIOL e do Porto Sul para a logística e o desenvolvimento econômico da Bahia, além da necessidade de transparência sobre os cronogramas e os investimentos nos dois empreendimentos.
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