Política
A prisão de Jair Bolsonaro rendeu diversas reações nas redes sociais. Aliados do ex-presidente se manifestaram contra a determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF) que determinou o cumprimento da preventiva em regime fechado.
A medida foi adotada após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas no âmbito das investigações sobre os acontecimentos de 8 de janeiro.
Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, classificou a prisão como "inacreditável" e "vergonhosa". Em suas redes sociais, Wajngarten destacou a situação de saúde do ex-presidente, afirmando que ele está com o "estado de saúde totalmente comprometido". "É INACREDITÁVEL. Num sábado. Com estado de saúde totalmente comprometido. VERGONHOSO. 26 é logo ali", escreveu o ex-integrante do governo.
É INACREDITÁVEL.
— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) November 22, 2025
Num sábado.
Com estado de saúde totalmente comprometido.
VERGONHOSO.
26 é logo ali.
Além de Wajngarten, lideranças políticas também se manifestaram contra a prisão. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que a medida representa "a maior perseguição política da história do Brasil". Em sua declaração, Cavalcante enfatizou que Bolsonaro nunca cometeu crimes e destacou suas ações no comando do país, como a redução de impostos e o aumento da arrecadação.
"Ele nunca roubou ninguém, diminuiu impostos pra todos os brasileiros e aumentou a arrecadação. A prisão de @jairbolsonaro é a maior perseguição política da história do Brasil!", declarou o parlamentar.
Ele nunca roubou ninguém, diminuiu impostos pra todos os brasileiros e aumentou a arrecadação, entregou o comando do país, mesmo tento um presidente do TSE totalmente tendencioso; a prisão de @jairbolsonaro é a maior perseguição política da história do Brasil!
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) November 22, 2025
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) também se manifestou, chamando a prisão de Bolsonaro de "um dos maiores absurdos já cometidos pela 'justiça brasileira'". Para a deputada, o processo é "absolutamente nulo" e afirma que a prisão do ex-presidente é injusta.
"O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo, agora é levado a prisão! Lutaremos até o fim contra essa injustiça", disse Caroline de Toni.
A prisão do Presidente Bolsonaro é um dos maiores absurdos já cometidos pela “justiça brasileira”. O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo, agora é levado a prisão!
— Carol De Toni (@CarolDeToni) November 22, 2025
Lutaremos até o fim contra essa… pic.twitter.com/jMlN3UXIVt
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou duramente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a decisão “ultrapassa limites constitucionais e ameaça pilares essenciais do Estado de Direito”. Marinho argumenta que a prisão tem caráter punitivo, antecipando pena sem provas concretas, e utiliza conceitos vagos como “risco democrático” e “abalo institucional” em substituição às exigências legais.
O senador afirma ainda que a imparcialidade do juiz foi comprometida, invertendo a presunção de inocência e validando uma narrativa pré-estabelecida. Ele compara a medida à adoção de um “Direito Penal do Inimigo”, que pune a pessoa e não a conduta, e alerta que tal prática “corrói garantias fundamentais e ameaça todos os cidadãos, não apenas o investigado”.
Marinho finaliza destacando o risco institucional da situação: “quando a lei deixa de conter abusos, ela se converte em instrumento do próprio abuso”.
Condenação de Bolsonaro
Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022, foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumprirá a prisão preventiva. A medida ocorre no contexto das investigações em curso sobre os ataques aos três poderes em janeiro deste ano, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto.
O ex-presidente já enfrentava outras medidas cautelares, mas a decisão de Moraes foi tomada em razão do descumprimento dessas condições, conforme informado pela Polícia Federal.
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Tiago Di Araújo
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