Política

Prisão definitiva de Bolsonaro se aproxima; saiba onde ex-presidente pode ficar preso

Agência Brasil
Ministro Alexandre de Moraes deve analisar com agilidade os últimos recursos da defesa  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 27/10/2025, às 12h41



Jair Bolsonaro deve iniciar o cumprimento de sua pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado nos próximos dias, com a análise dos embargos de declaração por parte do ministro Alexandre de Moraes sendo aguardada com urgência.

O cumprimento da pena de 27 anos de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado deve ter início nos próximos dias. A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes analise com agilidade os embargos de declaração — última possibilidade de recurso dos condenados.

A defesa do ex-presidente esperou o último dia do prazo, que se encerra nesta segunda-feira (27) para ingressar com a peça, esticando por alguns dias a definição sobre onde ele será recolhido. As opções de onde ele pode ficar preso são: 

  • Batalhão da Polícia do Exército; 
  • Dependência da Polícia Federal;
  • Presídio da Papuda.

O ex-presidente está preso preventivamente em sua residência em Brasília, e usa tornozeleira eletrônica e só recebe visitas com autorização de Moraes. A defesa tentará mantê-lo em casa, alegando os problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro, mas a hipótese é considerada improvável ao menos num primeiro momento.

Fim do prazo

Termina hoje o prazo para que Jair Bolsonaro e os outros sete réus do chamado “núcleo 1” do processo por tentativa de golpe de Estado recorrerem da condenação imposta pelo STF. 

Os advogados de Bolsonaro buscam reduzir a pena fixada pela Primeira Turma do STF.  O tenente-coronel Mauro Cid deve ser o único que não apresentará recurso. 

Os recursos serão analisados em plenário virtual pela Primeira Turma. Ainda não há previsão para o julgamento. Caso o recurso seja rejeitado, as defesas ainda poderão apresentar mais um embargo, que se rejeitado, o STF pode publicar trânsito em julgado.

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