Política
O procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e professor de Processo Penal da Universidade Salvador (Unifacs), Rômulo Moreira, criticou a concessão do título de cidadão soteropolitano ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Em manifestação pública, ele questionou os critérios utilizados pela Câmara Municipal de Salvador para aprovar a homenagem e contestou a realização da solenidade no Farol da Barra, fora das dependências do Legislativo.
Moreira afirmou que a honraria deveria ser destinada a pessoas que tenham prestado serviços relevantes à população da capital baiana. “Pergunto: qual o serviço prestado pelo referido senador ao povo soteropolitano? E quando?”, questionou. O procurador também citou o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais em Salvador, quando, segundo ele, Flávio obteve 27% dos votos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 65%, para argumentar que a homenagem não refletiria a preferência eleitoral da maioria dos moradores.
O jurista também criticou o local escolhido para a entrega do título e avaliou que a cerimônia assumiu caráter político-partidário às vésperas do segundo turno. “A utilização do Farol da Barra para essa 'solenidade' é um desvirtuamento absurdo de uma honraria tão cara para a nossa cidade”, escreveu. Ao concluir, Moreira pediu que os vereadores revisem os critérios para a concessão de títulos e medalhas municipais, defendendo que as homenagens representem a história e os sentimentos da população de Salvador.
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