Política
por Rebeca Santos
Publicado em 20/11/2025, às 12h25
O Supremo Tribunal de Espanha condenou o procurador-geral do Estado, Álvaro García Ortiz, a ficar dois anos sem poder exercer o cargo, nesta quinta-feira (20). O motivo foi ter divulgado informações sigilosas sobre o namorado de uma política importante da oposição, que está a ser acusada de fraude fiscal.
O tribunal decidiu que o chefe do Ministério Público, nomeado em 2022 pelo governo de esquerda de Pedro Sánchez , cometeu o crime de revelação de dados reservados. Além de ficar suspenso, ele vai pagar uma multa de cerca de 7.300 euros (mais ou menos 8.400 dólares).
García Ortiz, que negou ter vazado as informações, também foi condenado a pagar 10 mil euros de indemnização ao empresário Alberto González Amador, namorado de Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid.
Tudo começou em fevereiro de 2024, quando o Ministério Público acusou González Amador de ter enganado a Receita em 350 mil euros durante a pandemia de Covid-19.
Um mês depois, jornais publicaram mensagens trocadas entre a Promotoria de Madrid e o advogado do empresário sobre um possível acordo: ele admitiria a culpa em troca de não ir preso.
Essas mensagens vazadas fizeram parecer que González Amador era culpado. Ele foi à Justiça e disse que García Ortiz tinha organizado o vazamento para prejudicar Isabel Díaz Ayuso.
No julgamento, jornalistas disseram ao tribunal que o procurador-geral não lhes tinha passado nenhuma informação.
A promotora responsável pelo caso, María Ángeles Sánchez Conde, pediu a absolvição do seu chefe porque, na opinião dela, não houve crime.
Alberto González Amador ainda vai ser julgado por fraude fiscal.
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