Política
por Rebeca Santos
Publicado em 10/12/2025, às 06h35
Depois que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força de forma truculenta do plenário da Câmara na última terça-feira (9), a segurança da Casa mandou todos os jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos saírem do local. A TV Câmara parou de transmitir durante a confusão.
Entre os profissionais atingidos estão repórteres da UOL, da Band e uma produtora da Record que reltaou a agressão. Ela contou que estava com o microfone estendido quando, de repente, levou uma cotovelada na boca do estômago, momento em que ficou sem ar.
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As imagens também mostram um homem que parece ser funcionário da Câmara empurrando e hostilizando os jornalistas.
Em outro vídeo, o mesmo homem pede que os jornalistas recuem e avisa que a coletiva seria em um salão do lado oposto de onde todos estavam. No áudio, ele fala no ponto eletrônico: “vamos tirar todo mundo, vamos tirar”.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) disseram repudiar “veementemente o episódio de violência contra profissionais da imprensa na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), e o desligamento do sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo os acontecimentos no Plenário da Casa.
“A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) repudiam veementemente o episódio de violência contra profissionais da imprensa na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), e o desligamento do sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo os acontecimentos no Plenário da Casa. Diversos relatos dão conta de profissionais agredidos por policiais legislativos.
Por orientação do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram retirados pela Polícia Legislativa do Plenário da Câmara, e impedidos de realizar seus trabalhos. A transmissão da TV Câmara também foi interrompida, impedindo também o trabalho de profissionais da tevê pública, que devem reportar os acontecimentos da Casa.
O episódio de censura e agressão à imprensa ocorreu depois de o deputado Glauber Braga ocupar a cadeira da presidência da mesa diretora, após o anúncio pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de colocar seu processo de cassação em votação no plenário. Glauber Braga também se opôs à votação do projeto que visa diminuir a pena de Jair Bolsonaro e demais envolvidos na tentativa de golpe de Estado e nos atos de violência e atentado à democracia do 8 de janeiro de 2023.
O deputado do Rio de Janeiro se declara perseguido depois de denunciar o orçamento secreto e os atos do ex-presidente Arthur Lira. A sua cassação foi aprovada na Comissão de Ética após o parlamentar reagir às provocações de um militante de extrema direita dentro da Câmara.
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