Política
por Redação BNews com informações de Yuri Pastori
Publicado em 27/05/2026, às 11h24 - Atualizado às 11h24
O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), subiu o tom contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao comentar o modelo de escuta adotado pelo governo estadual na corrida eleitoral pelo Palácio de Ondina. Sem rodeios, afirmou que o adversário tem repetido promessas antigas durante agendas pelo interior.
“Retorna aos municípios e às regiões e promete exatamente as mesmas coisas que prometeu há 4 anos. Em alguns casos, promete as mesmas coisas que foram prometidas há 20 anos, não apenas há 4 anos”, declarou.
A crítica foi feita durante o lançamento do movimento “Sua Voz é a Nossa Voz”, em Salvador. Na ocasião, ACM Neto comentou a diferença de sua proposta da iniciativa do governo estadual, o Programa de Governo Participativo (PGP). Segundo ele, há uma diferença central na forma como cada projeto é conduzido.
“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes, toda ela é manipulada, para ter um resultado que interesse a eles. É tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e ali do centro do governo”, disse.
Na sequência, ACM Neto afirmou que pretende adotar um formato mais aberto, voltado principalmente a quem não tem ligação direta com partidos políticos.
“Eu quero dar voz a todos os baianos, sobretudo aos que não têm uma identificação partidária imediata, não têm uma militância, não têm como chegar à gente. Eu não quero fazer uma coisa maquiada, eu não quero fazer uma coisa que eu já sei o resultado”, afirmou.
O discurso reforça uma linha já adotada por aliados, como o senador Angelo Coronel (Republicanos), que tem ironizado o PGP ao chamá-lo de “Programa de Governo Perdido”. A fala ecoa a tentativa de desgastar a principal vitrine participativa da atual gestão.
Após criticar o governo, ACM Neto apresentou o movimento como base de compromissos para um eventual mandato. “A gente quer transformar isso aqui numa plataforma e numa base de compromissos e um plano de governo, em uma bússola para o que será, de fato, a nossa gestão”, disse.
Ele ainda afirmou que a iniciativa surge a partir de uma experiência acumulada desde as eleições anteriores, destacando que percorreu o estado e manteve contato com diferentes regiões ao longo dos últimos anos.
“Tudo isso nos permite ter uma visão ampla, completa e crítica em relação à Bahia e aos seus problemas. Só que é fundamental validar com a população, legitimar com a população”, completou.
O pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá (PP), afirmou que a proposta deve ampliar o alcance do grupo em todas as regiões da Bahia.
Zé Cocá
“Isso nos leva a crer que você vai chegar em todos os quatro cantos da Bahia. Você vai trazer, de fato, aquela pessoa do interior, aquele cara que mora em Santa Luz, em Maetinga, em Condeúba, em Manoel Vitorino, na ponta, que não consegue dialogar com políticas públicas. Ele vai dizer o que sonha, o que pensa, a insegurança que vive, a falta de saúde, de educação e de infraestrutura, que infelizmente o governo não fez nesses 20 anos”, afirmou durante o evento em Salvador.
O pré-candidato também destacou o caráter híbrido da proposta, com ações presenciais e digitais, e disse que a iniciativa deve fortalecer a construção de um projeto político com alcance estadual.
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