Política

PSD promove articulação que pode "beneficiar" Eduardo Paes na disputa ao Governo do Rio de Janeiro; entenda

J.P. Engelbrecht/ Prefeitura do Rio de Janeiro
Partido enviou um ofício defendendo eleições diretas após a renúncia de Cláudio Castro  |   Bnews - Divulgação J.P. Engelbrecht/ Prefeitura do Rio de Janeiro
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/03/2026, às 15h02



O Partido Social Democrático (PSD) enviou um ofício ao governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que acumula o cargo com a função de presidente do Tribunal de Justiça, pedindo para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja consultado antes da convocação de uma eleição indireta para o Palácio Guanabara. 

De acordo com o partido, que tem o ex-prefeito,Ricardo Paes, como candidato ao governo, do Rio de Janeiro, avaliou que a renúncia de Cláudio Castro (PL) na véspera do julgamento que o cassou configura como tentativa de “fraude” à possibilidade de haver uma disputa direta nos próximos meses.

A legenda argumenta que, no caso de Cláudio Castro ter sido cassado de fato, enquanto ainda estava à frente do governo carioca, seria convocada uma eleição direta, com sufrágio universal. Com a renúncia prévia, a votação passa a ser indireta realizada apenas entre deputados da Assembleia Legislativa. 

“Considerando-se, ainda, que a renúncia caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas (...), o que também caracteriza, em tese, tentativa de fraude ao processo eleitoral e à soberania popular, solicita-se que seja o TSE instado a se manifestar quanto ao procedimento das eleições diretas”, disse o presidente estadual do PSD, o deputado federal Pedro Paulo. 

“Sem essa definição, não há segurança jurídica sobre vacância e modelo de eleições”, acrescentou. 

O novo prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere (PSD), cravou que Eduardo Paes está disposto a entrar na disputa caso haja uma eleição direta antecipada para o governo.

“As eleições são decididas pelo voto popular. O entendimento do PSD é de que a eleição direta é o que determina a Constituição. Meu partido tem um pré-candidato a governador e acredita no voto. Ele será candidato, mesmo para um mandato suplementar”, destacou.

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