Política

PSOL pede investigação contra Mário Frias por suspeita de rachadinha

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Ex-assessora devolvia grande parte de seu salário e pagava despesas da família do parlamentar  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 23/05/2026, às 17h57



O PSOL pediu abertura de inquérito para investigar o deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário da Cultura no governo Bolsonaro, pela suposta prática de rachadinha. A representação criminal foi apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) neste sábado (23) pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

A ex-assessora Gardênia Morais, que atuou no gabinete de Frias entre 2023 e 2024, devolvia grande parte de seu salário ao então chefe de gabinete, além de pagar despesas da família do parlamentar. 

Ela confirmou que recebia um salário que chegava a R$ 21 mil por mês, mas que ficava com R$ 6 mil. Os valores eram transferidos para uma outra conta de mesma titularidade e a partir daí repassados para o então chefe de gabinete Raphael Azevedo, ou para a ex-mulher e uma outra parente dele.

Comprovantes bancários indicam que a ex-assessora quitou uma fatura de crédito da mulher do deputado e fez um PIX de R$ 1.000 para a mãe dele. Os valores foram descontados da conta de Gardênia, abastecida com o salário da Câmara.

“O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa”, disse a ex-funcionária ao G1.

O atual chefe de gabinete de Frias, Diego Ramos, afirmou que desconhece as suspeitas e tem a convicção de que Frias também não tem conhecimento.

Para Chico Alencar, o caso envolve a suposta prática de seis crimes: concussão, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Desvio de emendas

Mário Frias também é alvo de uma apuração preliminar no STF (Supremo Tribunal Federal) após um suposto desvio de R$ 2 milhões de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment.

A empresa é responsável pelo filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que ganhou a mídia após revelações de áudios do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras no Banco Master, a fim de bancar o longa.

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