Política

PT aposta em estratégia digital e divulga guia para militância agir nas redes

Lula Marques / PT
PT orienta militantes a desmascarar contradições de Bolsonaro sem recorrer a manipulações ou fake news.  |   Bnews - Divulgação Lula Marques / PT
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 29/12/2025, às 19h01 - Atualizado às 19h01



O PT publicou nesta segunda-feira (29) um manual em que oferece orientação e segurança jurídica a quem atua na comunicação política nas redes. O objetivo é otimizar a atuação da militância do partido no ambiente digital a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve tentar se reeleger em 2026. A informação é da coluna ‘Sonar’, do jornal O Globo.

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De acordo com a publicação, o documento traz orientações sobre "o que pode e não pode" nas redes sociais. O uso de memes e cortes de vídeos em debates sobre política nas redes sociais está liberado. Por outro lado, o manual desaconselha a utilização dos termos "genocida", "fascista" e "corrupto" na descrição de opositores por representarem riscos de ações judiciais.

A cartilha também aconselha a militância petista a evitar processos por difamação e calúnia, especialmente em relação às diretrizes válidas no contexto eleitoral. Entre as estratégias divulgadas, estão a abordagem "de fatos, e não da vida privada", "a transformação de imputações em opinião política" e o uso de "memes satíricos, mas com base em fatos".

O manual pede ainda que os usuários se diferenciam da corrente ideológica adversária, alegando que "enquanto o bolsonarismo manipula imagens para fake news, a militância do Lula deve mostrar a verdade dos atos públicos".

Além disso, a militância foi incentivada a usar "vídeos e prints públicos" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para "desmascarar contradições", mas foram orientados a não utilizar manipulações para a produção de conteúdos falsos.

O documento começou a ser compartilhado em grupos de WhatsApp que reúnem influenciadores apoiadores do PT, criados para organizar a militância em prol do governo. A rede foi responsável pela mobilização de apoiadores em momentos de embate do Planalto com o Congresso Nacional, como a derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a tramitação da PEC da Blindagem.

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