Política

PT e Centrão disputam vaga na articulação política após troca de Nísia por Padilha

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Nísia é a terceira mulher a deixar o governo para ser substituída por um homem  |   Bnews - Divulgação Sérgio Lima/360

Publicado em 26/02/2025, às 11h34   Rebeca Santos



Na última terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a substituição da ministra da Saúde, Nísia Trindade, pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Com isso, abriu-se uma vaga na pasta de articulação política, alvo de disputa entre o Centrão e o PT — com o PT demonstrando até mais interesse do que o Centrão.

Durante o dia, Lula afirmou a interlocutores que, nestes dois últimos anos de mandato, o governo precisa de ministros com capacidade e estilo para lidar com embates políticos e públicos.

Ele destacou que este é um período de afirmação, no qual o governo não pode adotar uma postura defensiva.

Segundo informações do G1, o presidente disse à própria ministra Nísia Trindade que, do ponto de vista técnico, não tinha motivos para reclamar de seu trabalho, mas ressaltou que até mesmo as boas iniciativas dela não ganharam visibilidade devido ao seu perfil discreto.

A realidade é que Lula estava insatisfeito com a lentidão na implementação de diversas medidas da área da Saúde, como o programa Mais Especialistas, uma das principais apostas do governo para esses dois últimos anos de gestão petista.

A demissão da ministra foi considerada por muitos como desrespeitosa. Ela é a terceira mulher a deixar o governo para ser substituída por um homem. Anteriormente, Daniela Carneiro (União Brasil) foi substituída por Celso Sabino, e Ana Moser foi demitida do Ministério dos Esportes, dando lugar a André Fufuca (PP).

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