Política

PT já trabalha com sucessão de Jaques Wagner e avalia dois nomes para liderança do governo

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Aliados de Wagner já discutem possíveis substitutos, com Camilo Santana e Teresa Leitão como os principais nomes cotados para a liderança.  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 23/06/2026, às 15h11 - Atualizado às 15h12



Após a recente operação da Polícia Federal que expôs suas relações com o Banco Master, a permanência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado entrou em contagem regressiva. Nos bastidores, integrantes da bancada governista acreditam que a saída do ex-governador da Bahia é inevitável. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, uma definição sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado deve ser decidida em uma reunião entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve acontecer nesta quarta-feira (23). Apesar disso, aliados já discutem uma eventual substituição no cargo.

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Caso Wagner deixe a liderança do governo do Senado, os nomes mais cotados para assumir o cargo são: Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE).

O senador e ex-ministro da Educação, Camilo Santana, se destaca por conseguir manter uma interlocução entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), o que é considerado estratégico para a articulação das pautas do Planalto.

No entanto, membros do PT avaliam que Camilo deve se concentrar nas eleições ao Governo do Ceará. O partido teme perder espaço diante da movimentação do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que vem ameaçando o projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). 

Por conta da disputa pelo governo cearense, a senadora Teresa Leitão vem sendo cotada. Ela é a atual líder do PT no Senado e teria maior disponibilidade para permanecer em Brasília para conduzir as articulações políticas do governo até o início da campanha eleitoral. Além disso, a petista tem mandato até 2030, o que lhe daria mais estabilidade para assumir a função.

Apesar do início das conversas sobre sucessão de Wagner, membros da bancada governistas descartam a existência de um clima de disputa interna. A avaliação é que, devido à proximidade das eleições, a liderança do governo perdeu parte de seu peso político, já que as principais negociações têm ocorrido diretamente entre Lula e Davi Alcolumbre.

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