Política

PT pede reação da Justiça contra supostas irregularidades da direita nas redes: “Não podemos ficar assistindo”

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Éden Valadares destacou combate a conteúdos falsos e ataques a instituições nas eleições brasileiras  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 19/09/2026, às 19h13



O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, cobrou neste sábado (19) uma atuação mais efetiva da Justiça Eleitoral diante do que classificou como irregularidades praticadas por grupos de direita nas redes sociais. A manifestação ocorreu após o partido decidir acionar a Justiça para investigar uma rede de perfis no Instagram que, segundo a legenda, estaria promovendo conteúdo político sem a devida identificação e atacando o PT e o presidente Lula. O partido afirma ter identificado 324 perfis e 492 publicações colaborativas no período analisado.

Segundo Valadares, a prática compromete a disputa eleitoral ao combinar, na avaliação do dirigente, conteúdos falsos, ataques a instituições e estratégias destinadas a contornar as normas eleitorais. “Infelizmente as eleições no Brasil sofrem tentativas de manipulação, de desvirtuamento, de interferências explícitas vindas de fora do país, mas também internamente, pela reedição de práticas ilegais da turma da extrema-direita”, afirmou.

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O dirigente petista disse ainda que o partido acompanha desde o início da campanha o que considera tentativas de burlar as regras eleitorais por parte da campanha de Flávio Bolsonaro. “Desde o início do processo eleitoral estamos atentos e denunciando todas as manobras da campanha de Flávio Bolsonaro para burlar as regras e fazer campanha ilegalmente”, declarou. As acusações são apresentadas pelo PT no âmbito das medidas que a legenda pretende levar à Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou que o episódio integra uma série de ações já apresentadas pelo partido e defendeu que a Justiça Eleitoral responda às novas estratégias utilizadas nas redes. “Não podemos ficar assistindo aos movimentos que criam desequilíbrio na disputa, ferem as regras do próprio TSE e desfiam a integridade das eleições”, disse. Para o secretário, embora as normas sejam atualizadas a cada eleição, grupos políticos continuam buscando novas formas de atuação que, segundo ele, seriam igualmente irregulares.

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