Política

Puxadinho do PT? Kleber Rosa justifica apoio do PSOL ao governo Lula

Devid Santana / BNEWS
Pré-candidato afirma que aliança se deve ao momento político que o Brasil atravessa  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 10/06/2026, às 10h59



Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3) nesta quarta-feira (10), o pré-candidato a deputado estadual Kleber Rosa, justificou o apoio do PSOL ao governo do presidente Lula (PT) pela segunda eleição seguida.  

Ao ser questionado por um ouvinte se o partido tinha se tornado um “puxadinho do PT”, Kleber respondeu que a aliança se deve ao momento político que o Brasil atravessa, e citou o risco do retorno da extrema-direita ao poder, personificado na figura de Flávio Bolsonaro (PL).

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O partido entende a necessidade defender o governo Lula frente a possibilidade de avanço da extrema-direita. A polarização não pode ser ignorada e entendemos essa polarização como algo grave para o Brasil. Entendemos a reeleição de Lula neste ano como a nossa tarefa histórica”, afirmou. 

Kleber disse que as nomeações de Sônia Guajajara para a chefia do Ministério dos Povos Indígenas e de Guilherme Boulos para o comando da Secretaria-Geral da Presidência, não tiveram aval do PSOL e garante que o partido mantém sua autonomia, apesar do apoio ao governo Lula.

“A decisão foi apoiar, mas não participar do governo, porque o partido precisa ter autonomia para atuar no Congresso Nacional e acho que o PSOL fez tudo certo. Os membros do partido que estão participando do governo não estão por indicação do partido. Houve uma decisão de que quem fosse participar do governo se afastasse dos espaços institucionais do partido e assim foi feito. Sônia Guajajara se tornou ministra a convite de Lula e não por indicação do PSOL. Guilherme Boulos se tornou ministro contrário à decisão do partido, mas não participa das decisões do partido”, pontuou Kleber. 

Embora apoie a reeleição de Lula ao Palácio do Planalto, na Bahia o PSOL terá candidatura própria, com o presidente estadual da legenda, Ronaldo Masur como postulante ao Palácio de Ondina.

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