Política
Documentos analisados por investigadores no Brasil e nos Estados Unidos colocam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no centro de uma disputa envolvendo obras de arte de altíssimo valor, e uma diferença milionária nas declarações ao Fisco.
Segundo a Folha de São Paulo, dados obtidos pela CPMI do INSS, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelo responsável pela liquidação do Banco Master, indicam que o acervo ligado a Vorcaro pode ultrapassar os R$ 260 milhões. O problema é que, na declaração de Imposto de Renda mais recente, o valor informado foi bem menor, na casa de R$ 47 milhões.
A reportagem detalha que entre as obras investigadas estão peças atribuídas a nomes de peso como Pablo Picasso e Jean-Michel Basquiat. Parte dessas aquisições teria sido feita por meio de empresas no exterior, em locais conhecidos por regras fiscais mais flexíveis, o que dificulta o rastreamento.
Ainda de acordo com o jornal, nos processos, que correm inclusive na Justiça americana, há indícios de que as obras circularam por galerias e contas internacionais. Só uma dessas movimentações pode ter chegado a cerca de US$ 80 milhões, embora não se saiba exatamente quanto desse total foi usado na compra de arte.
Investigadores tentam agora mapear onde estão essas peças. Para isso, pediram informações a diversas galerias nos Estados Unidos e cruzam dados de transações financeiras e registros comerciais.
A defesa do ex-banqueiro afirma que não comenta informações baseadas em vazamentos de documentos sigilosos.
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