Política
O lançamento da chapa majoritária governista em 31 de março de 2022, no Wet´n Wild, foi marcado pelo choro do então governador Rui Costa ao cumprimentar o senador Jaques Wagner. Em discurso emocionado, Rui foi às lágrimas e disse que "intrigas" e "fofocas" eram o origem das especulações sobre a relação conflituosa entre ele e o senador.
"Quero inicialmente cumprimentar a esse que começou a história da nossa caminhada na Bahia: o ex-governador e senador Jaques Wagner. Aqueles que não acreditam em amizade duradoura, aqueles que não acreditam em lealdade, aqueles que não acreditam em gratidão, todos esses, ao longo dos sete anos e três meses, tentaram plantar intrigas e fofocas, mas eu quero reafirmar para a Bahia que este aqui é amigo de quarenta anos", disse Rui, naquele lançamento.
Observadores da política e membros da base governista, entretanto, afirmam que as divergências entre Rui e Wagner permanecerm e que resultado disso foi a indefinição para escalar o vice de Jerônimo Rodrigues nas eleições deste ano. Wagner chegou a cravar Geraldo Júnior como pré-candidato, mas depois o governador desautorizou. Nos bastidores, falou-se que a resistência maior era de Rui Costa, poderoso ministro da Casa Civil.
Wagner foi o fiador da chegada do MDB e de Geraldo Júnior à base em 2022 e o processo de fritura pública a que foi exposto o vice-governador aumentou a temperatura, principalmente com pronunciamentos do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. O MDB não aceitaria ser "barriga de aluguel" para outro vice e bateu o pé ao reiterar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Salvador.
A solução do problema da vice, cujo desfecho positivo para Geraldo ocorreu na Sexta-feira da Paixão, foi vista como uma vitória para Wagner. Com Rui e o Galego na chapa, há previsão de choro novo? A conferir.
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