Política
por Rebeca Santos
Publicado em 24/11/2025, às 07h25
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo investigação sobre como Jair Bolsonaro conseguiu o ferro de solda que foi usado para tentar quebrar a tornozeleira eletrônica.
No pedido, o deputado diz que o ferro de solda é um “instrumento especializado que não se confunde com utensílio doméstico trivial”.
Ele quer que seja feita perícia para descobrir de onde veio o objeto e coletar digitais.
A peça explica que o equipamento causou um “derretimento direcionado” na carcaça da tornozeleira, algo que, segundo o texto, não combina com acidente ou defeito técnico.
Lindbergh quer saber quem pode ter levado o ferro de solda até a casa de Bolsonaro.
O documento lembra que, na própria audiência de custódia, Bolsonaro disse que um assessor e um irmão dele estavam na residência na hora do fato.
Por isso, o deputado pede que os dois sejam ouvidos e que seja verificado quem visitou a casa nas 72 horas anteriores.
Também solicita as imagens internas e externas do condomínio e a análise de mensagens e ligações.
A representação pede que o STF investigue a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro na véspera do episódio.
Segundo Lindbergh, o ato foi anunciado como religioso, mas provocou aglomeração e até um pastor foi “agredido e hostilizado”, o que poderia indicar uma mobilização política com o objetivo de “dificultar a movimentação dos agentes de segurança”.
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