Política
por Henrique Brinco
Publicado em 13/04/2026, às 16h27 - Atualizado às 16h28
A disputa pelo Governo da Bahia nas eleições de 2026 começa a se desenhar com maior nitidez nos bastidores políticos. O cenário indica, até aqui, uma tendência de polarização, com a presença de uma pré-candidatura alternativa
Embora o processo eleitoral ainda esteja distante, três nomes já aparecem como colocados no tabuleiro: o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o ativista político Ronaldo Mansur (PSOL).
Pelo lado governista, o petista deve tentar a reeleição. Ele chegou ao cargo em 2022 com o apoio direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mantém alinhamento com o governo federal.
A expectativa é de que sua candidatura seja sustentada por uma ampla coalizão de partidos aliados e pelo fato de contar com dois ex-governadores, Rui Costa e Jaques Wagner, nas chapas ao Senado. Jerônimo terá como candidato a vice-governador novamente Geraldo Júnior (MDB).
Principal nome da oposição, o ex-prefeito de Salvador volta a se colocar como candidato ao governo após ter disputado o cargo em 2022, quando foi derrotado no segundo turno. Desde então, ele mantém presença ativa no interior e na capital, corrigindo erros da última campanha.
A recente adesão de lideranças, como o ex-deputado José Carlos Aleluia, que retirou sua pré-candidatura para apoiá-lo, reforça o movimento de unificação da oposição em torno do seu nome.
Neto aposta no discurso de mudança administrativa e na experiência acumulada à frente da prefeitura da capital baiana. Ele conta com o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como o seu vice.
Como alternativa fora dos dois principais grupos políticos, o presidente estadual do PSOL surge como pré-candidato da terceira via. O nome representa um campo mais à esquerda, com discurso voltado para pautas sociais, direitos humanos e críticas tanto ao governo estadual quanto às forças decorrentes do carlismo.
Embora ainda apareça com menor projeção em comparação aos demais, sua candidatura busca se firmar como uma opção para eleitores que não se identificam com a polarização entre PT e União Brasil. Meire Reis, também do PSOL, foi escolhida para a vice.
Mesmo com os nomes já colocados, o cenário ainda pode passar por mudanças até 2026. Partidos nanicos ainda devem lançar nomes. A definição oficial das candidaturas dependerá das convenções partidárias, além de possíveis rearranjos políticos e formação de alianças ao longo dos próximos meses.
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